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Eurico pede justiça e mais preparo para acolher pessoas autistas em Manaus

Ao lado de Suzy Mary, vereador defendeu justiça e destacou projeto que prevê treinamento de funcionários para atender famílias durante situações de crise

Agredida enquanto tentava acolher o próprio filho autista durante uma crise, a massoterapeuta Suzy Mary esteve nesta terça-feira (4) no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ao lado dela, o vereador Eurico Tavares pediu justiça pelo caso e mais preparo dos estabelecimentos para receber pessoas com autismo e suas famílias.

Presidente da Frente Parlamentar do Autismo, Eurico colocou a estrutura do gabinete e da Frente Parlamentar à disposição da família, com assistência psicológica, jurídica e atendimento médico.

Para o vereador, o episódio não pode ser tratado como um caso isolado. Além da responsabilização de quem praticou a agressão, Eurico defendeu que Manaus avance na preparação dos profissionais que trabalham diretamente com o público.

“Não adianta agir só depois de casos extremos como este. Precisamos construir uma cidade preparada para acolher as pessoas com autismo e evitar que covardias como essa aconteçam. Quem agride uma mãe que tenta proteger o próprio filho durante uma crise precisa encontrar a Justiça”, afirmou.

Como exemplo de uma ação preventiva, Eurico destacou o projeto Selo Restaurante Amigo dos Autistas, de sua autoria e já aprovado pela Câmara Municipal. A iniciativa incentiva os estabelecimentos a adotarem cardápios adaptados, com símbolos, imagens e descrições claras, facilitando a autonomia das pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

O projeto também prevê o treinamento das equipes para que os funcionários saibam acolher e agir com respeito, principalmente quando uma pessoa autista estiver passando por uma crise.

Emocionada, Suzy Mary explicou que decidiu tornar sua história pública para representar outras mães que enfrentam diariamente o preconceito e a falta de compreensão.

“Enquanto tentava regular meu filho, fui vítima de violência. Não estou aqui apenas para contar a minha história, mas a de milhares de mães que enfrentam preconceito e falta de compreensão todos os dias”, declarou.

A mãe contou que havia levado os filhos ao cinema pela primeira vez quando o episódio aconteceu. Segundo ela, toda a família continua abalada com a violência.

“Meu filho ficou ainda mais abalado ao presenciar toda aquela agressão. Mentalmente, eu e minha família ainda estamos muito afetados”, relatou.

Eurico reforçou que continuará acompanhando o caso e prestando o suporte necessário à família.

“A Suzy não está sozinha. Nossa responsabilidade é garantir que ela tenha justiça e trabalhar para que outras famílias nunca mais precisem passar por uma situação como essa”, finalizou.

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